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DIA DO MAÇOM E TRATADO DE UNIÃO

DISCURSO DO SOBERANO GRÃO-MESTRE DO GOAM, IRMÃO OSVALDO PEREIRA ROCHA, EM NOME DOS TRÊS GRÃO-MESTRES DA MAÇONARIA UNIDA DO MARANHÃO, DURANTE A SESSÃO MAGNA PÚBLICA, CONJUNTA, NA ARLS RENASCENÇA MARANHENSE, EM 21/08/2009.

Saudação às autoridades, aos irmãos, cunhadas, sobrinhos, sobrinhas e demais convidados presentes.

Comemoramos neste dia 21 de agosto de 2009 o Dia do Maçom que transcorre em 20 de agosto, legalmente instituído e que, para nós, Maçons, é uma data muito importante, considerando-se que ela reforça o nosso comprometimento de respeito à Lei, ao próximo e, principalmente, ao Grande Arquiteto do Universo, que é Deus, assim como o 10º aniversário do Tratado de União firmado entre as Potências que fazem a Maçonaria Unida do Maranhão, em 20 de agosto de 1999.

Ser Maçom não é fácil, pelo contrário, é muito difícil!

O Maçom não defende sua causa, mas a causa de todos aqueles que visam à incansável construção do edifício social mais justo e perfeito. Defende a justiça contra a tirania. Jamais mergulha suas mãos nas águas lodosas da corrupção. Clama, constantemente, pela prática da ética e da verdade; pela prevalência do espírito sobre a matéria.

Ser Maçom é ser amante da virtude, da sabedoria, da justiça e da humanidade; é ser amigo dos pobres e desgraçados, dos que sofrem, dos que choram, dos que têm fome e sede de justiça; é propor como única norma de conduta o bem de todos e o seu progresso e engrandecimento.

É querer a harmonia das famílias, a concórdia dos povos, a paz do gênero humano; é derramar por todas as partes os esplendores divinos da instrução; a educar a inteligência para o bem, conceber os mais belos ideais do direito, da moralidade e do amor; e praticá-los.

Levar à prática aquele formosíssimo preceito de todos os lugares e de todos os séculos, que diz, com infinita ternura aos seres humanos, indistintamente, do alto de uma cruz e com os braços abertos ao mundo: “Amai-vos uns aos outros, formai uma única família, sede todos irmãos”!

Olvidar as ofensas que se nos fazem; ser bom, até mesmo para com nossos adversários e inimigos; não odiar a ninguém, praticar a virtude constantemente, pagar o mal com o bem.

E nem é preciso lembrar (ou relembrar) que dezenas — ou quiçá milhares — de irmãos nossos tiveram as suas vidas ceifadas lutando por uma causa nobre, isto é, a de difundir, de propagar, no Universo, os fundamentos da nossa notável instituição Maçônica, que se assentam nos princípios de liberdade, igualdade e fraternidade.

Rendo-me, de joelhos, a tantos quantos foram e têm sido os irmãos que participaram e ainda participam, direta ou indiretamente, da história da Maçonaria Universal, reconhecendo as suas lutas e os seus sacrifícios; seus dissabores, suas incompreensões, as censuras dos governos déspotas e de falsos pregadores, além de outros setores retrógrados de hoje.

Senhoras e Senhores, ser Maçom é um estado de espírito!

O Tratado de União firmado entre a GLEMA, o GOB/MA e o GOAM, potências maçônicas representadas pelos então Grão-Mestres Francisco José Ramos da Silva, Heli Lopes de Moraes e Plinio Ferreira Marques, respectivamente, tem alguns considerandos que contêm muito ou quase tudo que nós, Maçons, tanto queremos. Senão vejamos:

Considerando que o ideal maçônico preconiza a união de todos os povos; que a Maçonaria, para lutar por esse ideal e fraternidade precisa, antes de tudo, cultivar a harmonia e a união no seio da família maçônica; que a existência de três Potências Maçônicas no Estado do Maranhão não se constitui óbice para a consecução desse nobre objetivo; que a filosofia maçônica não difere na sua essência, em qualquer parte do mundo, até porque a fraternidade não pode e nem deve ter fronteira a limitar seu exercício; que o vínculo da fraternidade que une e identifica os maçons independe de obediência às Potências a que são filiados, etc. “DECIDEM CELEBRAR O PRESENTE TRATADO DE MÚTUO SOCORRO, FRATERNAL CONVIVÊNCIA, RECÍPROCA AMIZADE E ESTREITA COLABORAÇÃO, mediante as condições e regras de caráter normativo para obediência de suas oficinas (lojas) e dos obreiros (maçons) a elas circunscritos, a saber”:

1 – Os maçons regulares, subordinados a qualquer das Obediências, poderão freqüentar qualquer Loja das signatárias, desfrutando das mesmas regalias de sua Obediência de origem, ficando, entretanto, obrigados ao acatamento das Leis e Regulamentos da Loja visitada e da Obediência que a mesma pertença;

2 – As três Potências, visando à consecução dos nobres ideais por que propugnam, colaborarão entre si, incentivando os laços de fraternidade e o ideal da universalidade da Sublime Ordem, sugerindo ou propondo, as medidas mais aconselháveis para atingir esse fim; etc.

As mencionadas potências maçônicas têm hoje como Grão-Mestres o Sereníssimo Irmão Raimundo Nonato Santos Pereira (GLEMA); o Eminente Irmão José de Jesus Billio Mendes (GOB/MA) e este Soberano Irmão Osvaldo Pereira Rocha (GOAM), presentes nesta sessão magna pública, compondo esta mesa diretora dos trabalhos, com o Venerável Mestre desta Loja, Irmão Antonio Euzébio da Costa Rodrigues Filho.

Honremos hoje e sempre o dia a nós consagrado, com a inspiração divina do Grande Arquiteto do Universo e procuremos manter e tornar cada dia mais firme e forte o Tratado de União que hoje celebramos!

Obrigado pela paciência de me ouvirem.

Oriente de São Luís do Maranhão, 21 de agosto de 2009-EV.

 

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