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MARINHA - BATALHA NAVAL DO RIACHUELO Osvaldo Pereira Rocha* A História do Brasil registra e precisamos relembrar sempre um grande feito de nossa querida Marinha do Brasil, isto é, a Batalha Naval do Riachuelo. Na referida batalha, episódio da Guerra da Tríplice Aliança, ocorrido em 11 de junho de 1865 entre as forças navais do Brasil e do Paraguai, as comunicações foram um fator decisivo. O bom fluxo das ordens emanadas do comandante da Divisão Naval, Francisco Manoel Barroso da Silva, designada para bloquear a confluência dos rios Paraná e Uruguai, garantiu o sucesso da operação. A guerra com o Paraguai, que teve início em 1864, após o apresamento do vapor Marquês de Olinda e a invasão da então Província de Mato Grosso por parte das tropas paraguaias, prometia se estender por muito tempo ainda. Mas a estratégia elaborada pelo comandante-em-chefe da Esquadra Nacional brasileira em operação de guerra no rio da Prata, Almirante Tamandaré, foi o marco para a definição do conflito. Tamandaré determinou o bloqueio às linhas fluviais do inimigo, no intuito de conquistar as vias de comunicações. Seu plano de operação consistia em bloquear o Rio Paraná, única ligação do rio Paraguai com o mar, por onde poderia receber recursos externos. Para consecução de seu plano, mandou organizar uma Força Naval sob o comando do chefe de Divisão Francisco Manoel Barroso da Silva, composta da Fragata Amazonas (capitânia), Corvetas Jequitinhonha e Beberibe, e das Canhoneiras Parnaíba, Belmonte, Mearim, Araguaia, Iguatemi e Ipiranga. No momento em que soube da aproximação do inimigo, Barroso iniciou uma sucessão de ordens por meio do regimento de sinais então utilizado: Preparar para o combate; Safa geral; Despertar os fogos das máquinas; Suspender; O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever; Atacar e destruir o inimigo o mais perto que puder; Sustentar o fogo que a vitória é nossa. As mensagens curtas e diretas emanadas do navio "capitânia" para a tripulação dos demais navios brasileiros não só asseguraram a correta recepção e o cumprimento das ordens, mas, também estimularam a movimentação daqueles homens pela causa do recém-formado Império brasileiro. A inferioridade foi superada com o comando firme e pela feliz iniciativa do chefe Barroso, que aproveitando a capacidade da Fragata Amazonas de girar em torno de si mesma - devido à propulsão de rodas e à potência de sua máquina - abalroou e destruiu quatro navios paraguaios. Naquele dia decisivo, os feitos dos brasileiros, desde o chefe ao menos graduado dos tripulantes, constituíram-se em exemplo para todas as gerações. Barroso, Greenhalgh e Marcílio Dias, simbolizando o comando, a oficialidade e as guarnições marinheiras, sagraram-se heróis nessa batalha capitular, que se destaca pelo seu sucesso na destruição do poder naval inimigo e na confirmação do domínio pleno de toda a navegação da Bacia do Rio Prata. Estava, pois, garantido o bloqueio que impediria que o Paraguai recebesse armamento e suprimentos. Em pouco tempo, a guerra passaria para o território paraguaio. Publique-se que 11 de junho é data magna da Marinha do Brasil, primeira Força Armada brasileira. No intuito de manter viva a memória daqueles bravos homens são içados os históricos sinais de Barroso em todas as organizações da Marinha do Brasil no dia 11 de junho. E a Capitania dos Portos do nosso Estado que não é exceção, comemorará o mencionado fato histórico em suas instalações da Avenida Pedro II na manhã do citado dia, quarta-feira, às 10 horas. E por falar em Capitania dos Portos do Maranhão, esta tem hoje como seu dinâmico comandante o amigo Capitão-de-Mar-e-Guerra (T) Luiz Carlos de Melo, que embora tenha pouco tempo no comando desta organização militar naval se integrou rapidamente à sociedade desta capital, já sendo conhecedor de sua história e, principalmente, dos seus anseios, inclusive já adotou a providência cívica de transferir o seu domicílio eleitoral para São Luís, Cidade Cultural, Patrimônio da Humanidade. Escrever, ou melhor, digitar sobre o 11 de junho para mim tem um sabor especial, visto que em 11/06/1983 recebi, com muita honra, o título de Amigo da Marinha (Diploma e Medalha), distinção conferida pelo então Comandante do Distrital Naval e entregue pelo então Capitão dos Portos do Maranhão, o Capitão de Fragata Gustavo Benttenmuller Medeiros Pereira. * Colaborador (registro DRT/MA 53). Amigo da Marinha, Mérito Tamandaré e Leme da Amizade (rocha.osvaldo@uol.com.br).
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