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OUTROS - AQUECIMENTO GLOBAL Osvaldo Pereira Rocha Este é o título da matéria publicada em a Revista Brasil Rotário de setembro de 2008, um assunto que hoje se discute muito e está sempre presente nas melhores reuniões, principalmente de cientistas e estudiosos e, aqui em São Luís do Maranhão, foi tema de um seminário promovido pela Academia Maçônica Maranhense de Letras - AMML, com a participação de renomados conhecedores. A seguir alguns trechos da aludida matéria, referente ao tema 15º Concurso de Monografia para Professores e que teve como subtítulo "como preservar o planeta Terra": O aquecimento global é cercado de discussões quanto às suas causas e efeitos. No entanto, dados mais recentes comprovam sua intensificação e a influência das atividades humanas nesse fenômeno crescente. De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, no Brasil - para um aumento de 1º C a 3ºC na temperatura - até 25% das árvores do cerrado e cerca de 40º das árvores da Amazônia poderiam desaparecer até o final deste século. No caso da soja, há uma redução média de 60% na área para cultivo. No caso do café, o impacto econômico causado pela redução das áreas cultivadas é estimado em US$ 375 milhões por ano. As radiações eletromagnéticas emitidas pelo sol trazem energia para a Terra. No entanto, se chegassem em sua totalidade à superfície do nosso planeta, essa energia o tornaria estéril. A camada de ozônio, localizada na estratosfera, é uma das principais barreiras que nos protegem dos raios ultravioletas. Sem ela, a conseqüência imediata da exposição prolongada é a degeneração celular que desencadeia o câncer de pele. Os casos de câncer de pele registrados entre as décadas de 1950 a 1990 aumentaram 1.000%. O clorofluorcarboneto, ou CFC, usado em equipamentos para aquecimento e resfriamento e outros produtos químicos produzidos pelo homem, são os grandes responsáveis pela destruição da camada de ozônio. Com o objetivo de reconstituí-la, em 1987, mais de 60 países assinaram o chamado Protocolo de Montreal, comprometendo-se a parar totalmente a produção do CFC até 2000. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, o Protocolo de Montreal tem dado bons resultados. Em 1824, foi descoberto o efeito estufa, que consiste no processo de absorção e emissão de radiação intravermelha pelos gases atmosféricos do planeta, resultando no aquecimento de sua superfície e atmosfera. Sem ele, a temperatura média da Terra seria cerca de 30ºC mais baixa, tornando-a inabitável. A questão é saber como a intensidade do efeito estufa varia de acordo com a atividade humana. As concentrações atmosféricas de CO e CH aumentaram em 31% a 149%, respectivamente, desde 1750 - níveis mais altos do que em qualquer período nos últimos 650 mil anos. Ao longo de 4,5 bilhões de anos, nunca houve um aquecimento tão rápido no planeta. Estudos indicam uma tendência de alta na temperatura e demonstram que os dez recordes ocorreram nos últimos 14 anos. Um recente estudo faz um alerta: as temperaturas atuais estariam dentro da mesma faixa das registradas em outras fases quentes da história do planeta, e nesses períodos desencadeou-se uma extinção em massa. Segundo conclusão do relatório feito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, a cidade de São Paulo precisaria plantar 78.410.295 árvores por ano para neutralizar o efeito das 15,7 milhões de toneladas de CO 2 que a cidade lança na atmosfera anualmente. Em 2006, foram plantadas apenas 0,2% do necessário. Durante a RIO-92, foi estabelecida a Convenção do Clima, que como meta propor ações para países desenvolvidos estabilizarem as concentrações atmosféricas dos GEE (Gases de Efeito Estufa). A Convenção entrou em vigor em 1994, contando atualmente com 186 países que têm se reunido para tentar encontrar soluções. No documentário-alerta "Uma Verdade Inconveniente", o político norte-americano Al Gore oferece dados e argumentos veementes de que o clima vem apresentando mudanças drásticas de comportamento. Isso resulta numa constância de furacões, enchentes, seca, praga de insetos e epidemias. O efeito de tudo isso no futuro seria um caos político, econômico e social. No Brasil, a cada dois anos acontece o Congresso da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES). Em 1999, no Rio de Janeiro, pela primeira vez foi incluída no calendário oficial do evento uma reunião rotária. A iniciativa foi fruto de uma sugestão trazida da Europa pelo rotariano Jair Meireles Duarte, do RC de Rio de Janeiro - Ramos. É preciso que nós, consumidores, estejamos empenhados na causa da preservação ambiental e atentos aos efeitos de todas as nossas ações. É uma questão de escolha! Que o ano de 2009, que se a proxima, seja melhor do que o de 2008! Colaborador (registro DRT/MA nº 53). Maçom e Rotariano. E-mail: rocha.osvaldo@uol.com.br
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