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OUTROS - 21 DE ABRIL - TIRADENTES Osvaldo Pereira Rocha * Registra a História Pátria que Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, nasceu em 1746 na Fazenda do Pombal, entre São José (hoje Tiradentes) e São João del Rei, Minas Gerais. Órfão de mãe aos nove anos e de pai aos onze, foi criado pelo padrinho, antes de sua opção pela carreira das armas, foi discípulo de Hipócrates, de Avicena e de Couvier... e da Odontologia.hoje é o Patrono, bem como é Patrono também da Polícia Militar. Tiradentes é considerado o grande mártir da Independência do Brasil. Foi mascate, pesquisador de minerais, médico prático e tornou-se conhecido, na sua época, na então capitania, por sua habilidade com que arrancava e colocava novos dentes feitos por ele mesmo, com grande arte. Sobre sua vida militar, sabe-se que pertenceu ao Regimento de Dragões de Minas Gerais. Ficou no posto de alferes, comandando uma patrulha de ronda do mato, prendendo ladrões e assassinos. Se como militar não foi muito longe, como civil foi um grande líder... e líder de um movimento de nobre causa... da mais nobre e legítima de todas as causas, isto é, a Independência da Pátria, como se verá a seguir. Em 1789 o Brasil-Colônia começava a apresentar algum progresso. A população crescia, os meios de comunicação eram mais fáceis, a exportação de mercadorias para a metrópole aumentava cada vez mais. Os colonos iam tendo um sentimento de autonomia cada vez maior, achando que já era tempo de o nosso país fazer a sua Independência do domínio português. Houve então, em Vila Rica, atual cidade de Ouro Preto-MG, uma conspiração com o fim de libertar o Brasil do jugo português e proclamar a República. Uma das causas mais importantes do movimento de Vila Rica foi a independência dos Estados Unidos da América do Norte, que se libertara do domínio da Inglaterra em 1776, e também o entusiasmo dos filhos brasileiros que estudaram na Europa, de lá voltando com idéias de liberdade. Ainda nessa ocasião não estava boa a situação econômica da Capitania de Minas Gerais, pois as minas já não produziam muito ouro e a cobrança dos impostos (feita por Portugal) era cada vez mais alta. O governador de Minas Gerais, Visconde de Barbacena, resolveu lançar a derrama, nome que era dado à cobrança dos impostos. Por isso, os conspiradores combinaram que a revolução deveria irromper no dia em que fossem cobrados esses impostos. Desse modo, o descontentamento do povo, provocado pela derrama, tornaria vitorioso o referido movimento. A conjuração começou a ser preparada. Militares, escritores de renome, poetas famosos, magistrados e sacerdotes tomaram parte nos planos de rebelião. Os conspiradores pretendiam proclamar uma república, com a abolição imediata da escravatura, procedendo à construção de uma universidade, ao desenvolvimento da educação para o povo, além de outras reformas sociais de interesse para a coletividade. Uma das primeiras figuras da inconfidência foi Tiradentes. O movimento revolucionário ficou apenas em teoria, pois não chegou a se realizar. Em março de 1789, o Coronel Joaquim Silvério dos Reis, considerado amigo dos conjurados, traiu os revoltosos, ao denunciar o movimento ao governador. Tiradentes achava-se, nessa ocasião, no Rio de Janeiro. Percebendo que estava sendo vigiado, procurou se esconder em uma casa da rua dos Latoeiros, atualmente Gonçalves Dias, sendo ali preso. O processo durou 3 anos, sendo afinal lida a sentença dos 11 prisioneiros conjurados, que foram condenados à morte pela forca. No dia seguinte, uma nova sentença modificava a anterior, mantendo a pena de morte somente para Tiradentes, que foi enforcado a 21 de abril de 1792, no Largo da Lampadosa, Rio de Janeiro. Seu corpo foi esquartejado, sua cabeça foi erguida em um poste em Vila Rica, arrasaram a casa em que morava e declararam infames os seus descendentes. Trinta anos depois seu ideal se concretizou, com o célebre grito do Ipiranga de "Independência ou Morte", feito por Dom Pedro I. Não existe prova documental, mas alguns autores maçônicos dizem que Joaquim José da Silva Xavier foi iniciado nos augustos mistérios da Ordem Maçônica. 21 de abril é Feriado Nacional, com o que, anualmente, lembramo-nos do patriotismo de Joaquim José da Silva Xavier e lhe rendemos uma justa homenagem. Colaborador (Registro DRT/MA nº 53). Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente Autônomo do Maranhão e Diretor de Comunicação da Academia Maçônica Maranhense de Letras e do Instituto Histórico da Maçonaria Maranhense, além de membro titular da Academia Maçônica Internacional de Letras e sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão. E-mail: rocha.osvaldo@uol.com.br
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