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ROTARY - ROTARY E CAMINHADA PELA PAZ Osvaldo Pereira Rocha * Para o Rotary, fevereiro é o mês da compreensão e da paz mundial,.sendo uma excelente oportunidade para refletirmos sobre os relacionamentos das pessoas, das instituições e das Nações. Em 23 de fevereiro de 1905, portanto a 104 anos, foi fundado o primeiro Clube de Rotary, que deu origem ao Rotary Internacional, hoje existente em 168 países, prestando serviços humanitários através de pessoas voluntárias no servir. A compreensão mundial foi e continua sendo seriamente ameaçada pela triste realidade das guerras. O historiador Eric Hobsbawm afirmou que no século XX as guerras mataram 187 milhões de pessoas, número correspondente a mais de 10% da população do mundo no ano anterior ao da deflagração da primeira guerra mundial. E previu que as guerras do século XXI não serão tão mortíferas como as do século XX, mas que a violência armada permanecerá presente em grande parte do mundo. A expectativa de um século de paz é remota. São tantas as guerras e nem todas são devidamente noticiadas. Movimentos separatistas; lutas por derrubadas de governos; tensões étnicas e religiosas são alguns dos motivos apontados dos conflitos mundiais. O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos afirma que, das 31 guerras de 2007 apenas 09 envolveram países soberanos e que as outras 22 foram internas. No continente africano encontramos a metade das 60.000 mortes em guerra de 2001. Destas, 4.000 ocorreram na República Democrática do Congo (guerras entre rebeldes e governo). Guerras antigas prosseguem insolúveis no Sudão, na Somália e nas fronteiras entre Etiópia e Eritréia. A guerra civil no Afeganistão (Talibã x Aliança do Norte) deixou mais de 10.000 mortos antes mesmo dos ataques norte-americanos, depois do fatídico atentado de 11 de setembro. A invasão do Iraque; a situação instável do Paquistão e do Irã e a ameaça da Coréia do Norte são situações inquietantes, senão dramáticas. No Oriente Médio, palestinos e israelenses não encontram um acordo de paz. Paz para eles parece coisa impossível, dada a radicalização dos dois lados, mesmo considerando o poderio militar de Israel e a carência de tudo da Palestina. Ambiente de relativa paz apenas no continente americano, embora em contraste com a guerra existente na Colômbia entre governo, guerrilhas de esquerda e milícias de extrema direita... Não são apenas as diferenças políticas, étnicas ou religiosas que alimentam as guerras civis, mas também as lutas pelo controle do diamante, do café, do petróleo e de outras matérias-primas de elevado valor existentes nas áreas em conflito. O mais triste é constatar que nove entre dez vítimas não são combatentes, contudo civis, dentre estes crianças, idosos e mulheres. Por ser pertinente, enfatizo também que a falta de segurança em nosso querido Brasil está crescendo de forma preocupante, nas cidades e no campo; os assaltos são diários, as mortes deles decorrentes são alarmantes pelo que o governo deve adotar urgentes providências para combater, de forma eficiente, este estado de coisa, que beira ao caos. O Rotary, anualmente, promove uma caminhada pela Paz Mundial, geralmente no mês de fevereiro e no dia da sua fundação (23, Dia Nacional do Rotary), e em nossa Cidade Cultural, Patrimônio da Humanidade, São Luís do Maranhão, não é diferente, caminhada esta idealizada pelo Rotary Club São Luís - Anil, do ex-Governador Distrital do Rotary International (Maranhão, Piauí e Ceará) Dylson Ramos Bessa e de outros companheiros e amigos, e de companheiras e amigas. Neste ano de 2009, a XI Caminhada pela Paz Mundial, por motivo de força maior, só aconteceu na manhã de 04 de abril. Caminhada fora de época? Não, antes tarde do que nunca! E ela contou com a participação dos sócios representativos dos Rotary Clubs da Grande São Luís, sob a coordenação do companheiro Pedro Ivo de Carvalho Viana, do Rotary Club São Luís - Praia Grande (infelizmente não pude participar), em parceria com outras entidades públicas e privadas como o Exército Brasileiro (24º BC), Polícia Militar do Maranhão, Igreja Católica, Maçonaria, Lyon, dentre outras, com a cobertura jornalística de o Jornal Pequeno e de outros órgãos da imprensa ludovicense, resultando em sucesso de público, pelo que se espera tenha atingido o seu objetivo, ou seja, de chamar a atenção das autoridades competentes para os graves problemas de insegurança ora existentes, inclusive em nossa capital, pedindo-lhes providências, urgentes. "Não existe caminho para a paz. A Paz é o Caminho!" * Colaborador (Registro DRT/MA nº 53). Presidente da Comissão Distrital de Relações Públicas (Distrito 4490, do RI). E-mail: rocha.osvaldo@uol.com.br
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